Convites com Mapa e Rota 

Não é novidade receber um convite com o mapa de localização do evento. Com mapas de qualidade e/ou mapas artísticos. Porém, eu ainda não tinha visto um convite com o mapa da rota desde minha casa até o local do evento.

É isso o que o site de convites http://www.astonishingcards.com/Persona ... pping.aspx se propõe a fazer. Com as novas tecnologias de roteamento que sites como o googlemaps utiliza, além de outros sistemas menos conhecidos de mapeamento na web, é plenamente viável esse tipo de produto. Basta colocar o endereço do evento e o endereço do destinatário do convite. O resto é automático.

Mas eu manteria além do mapa da rota, o mapa de localização do evento, pois se a distância entre a residência e o evento for grande, a utilidade dessa novidade vai ser pequena.

Algum dia vamos poder "clicar" no mapa do convite e com isso daremos zoom in/out. Aí vai ser perfeito. E não pensem que seja impossível. Hoje já é, bastando o realizador do evento gastar uma nota preta para cada "convite" e mandar uma espécie de palmtop para cada convidado. No futuro vão existir tecnologias baratas que viabilizem isso. Basta lembrar dos convites sonoros que existem tem décadas. Se você falasse a respeito deles no século XIX iriam rir da sua cara.

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Marco Antonio Perna

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» Mapa Arquitetural 
O termo "Mapa Arquitetural" é tão raro como a existência desses mapas e o próprio termo caiu em desuso. Obviamente a palavra "arquitetural" refere-se a obras arquitetônicas, prédios, por exemplo. No Rio temos um exemplar datado de 1874, retratando o Largo de São Francisco, no Centro.



Na foto de Marc Ferrez abaixo podemos ver a Escola Politécnica, que aparece no mapa, no topo do Largo. Essa Escola é o atual IFICS (Instituto de Filosofia) da UFRJ, e alguns anos antes era a Academia Militar.



Notem que nesse mapa do Rio não é usado uma vista dos prédios em perspectiva, e sim a fachada do prédio. Já na capa da revista The New Yorker, abaixo, o mapa arquitetural adquire sua melhor essência visual e arquitetônica.



Porém esse tipo de mapa pode ser artístico, no sentido mais amplo da palavra, pois qualquer mapa tem um fundo de arte...

Vejam Manhattan abaixo e mais abaixo o sudeste americano mais artístico ainda.





Do Rio de Janeiro recente temos um trabalho maravilhoso da década de 1980, impresso pela Prefeitura, e que assim que eu tirar uma foto decente coloco aqui junto com o nome do autor.

Nos dias de hoje é impensável alguém realizar esse tipo de trabalho, pois o google Earth tende a suprir com louvor a carência desse tipo de mapa, e ainda com atualização constante e possibilidade de facilmente trocar o ângulo de visão dos prédios em 3D disponíveis.


Compare essa vista do google Earth de Nova York com o mapa artístico mais acima.





Claro que as imagens acima ainda deixam muito a desejar, mas é apenas questão de tempo.

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Marco Antonio Perna

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» Mapas Artísticos 
Muitos dos mapas pictóricos que citei no artigo "Mapas Pictóricos Turísticos" são feitos artesanalmente. Na feira Hippie de Ipanema temos pelo menos dois artistas fazendo mapas em couro com estilo de mapa antigo. Existem também mapas arquiteturais (com prédios em perspectiva) que eram feitos também com toque artístico e que nos tempos atuais de google earth não encontram mais razão de existir.

Mas, no momento mostrarei um artista cujo trabalho foi mostrado no Jô Soares agora no início de dezembro (2009). É o trabalho de Francisco José Ferreira, de Sorocaba, estado de São Paulo.

Ferreira não trabalha com couro, o que permite um maior detalhamento de seus mapas. O curioso é que ele faz questão de dizer que seus mapas são feitos com material que não amarela com o tempo, e sabemos que uma das coisas que define uma mapa "antigo" é o tom amarelado, dando inclusive um charme a mais. Bom, provavelmente se for encomendado um amarelado ele deve fazer.



É interessante nos dias de hoje ver alguém realizando esse tipo de arte. Claro que o objetivo é estético, mas não deixa de ser uma obra cartográfica.

Clique aqui para entrar no site do artista.

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Marco Antonio Perna
Eng. Cartógrafo

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» Geocoins (ou seria geofalta do que fazer?) 
Simplesmente adoro geoprocessamento e a geocodificação é inerente à essa atividade. Recentemente ouvi falar de "geocoins" e pensei do que poderia se tratar. No Brasil vi sendo vendidas "geocoins" (medalhas geocodificadas) dos cavaleiros templários, dos cavaleiros teutônicos, dos cavaleiros da távola redonda, dos Maias e Celtas, entre outras. De acordo com a explicação dos vendedores, é fornecido junto com a medalha um código que serve para se cadastrar no site de seu fabricante e cadastrar sua localização e sempre que ela mudar de endereço, seja por mudança do dono ou venda, deve-se inserir a nova localização geográfica.



Pensei comigo. Para que serve isso ? Um colecionador procura juntar coisas e não necessita desse tipo de coisa. Um numismáta só teria interesse se houvesse essa informação desde séculos atrás e de moedas ou medalhas realmente importantes. Pessoas que gostam de jogos como RPG e outros talvez achassem interessante, mas não achei nada ligando elas a jogos.

Pesquisei fora do Brasil e descobri que existem inúmeras geocoins além das que citei.

Clique AQUI para ver o site de geocaching da Califónia-EUA.

Se pelo menos eles mostrassem em mapas o rastreamento das medalhas... Bem, também não sei qual seria a utilidade. Não achei, mas deve ter algum site que mostre em mapa o deslocamento das geocoins.

Muito mais interessante seria ter uma medalha comemorativa de algo, como a inauguração da sede do Flamengo, Fluminense ou América, com as coordenadas geográficas da referida sede. Aí sim, seria interessante.

Vejam a sede do América embaixo. Diga-se de passagem, mesmo sem coordenadas já é uma verdadeira "geocoin", pois tem referência geográfica definida, bastando que se conheça o clube. Aliás, notem que também tem referência temporal.


Veja detalhes dessa medalha clicando aqui.

Para mim passatempo tem que ter alguma utilidade além do passar o tempo. Senão fico no jogo de paciência do computador mesmo...

Já "geocaching" sem necessariamente estar ligado a "geocoins", no sentido de busca e orientação é outra história, que deixarei para um próximo artigo.

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Marco Antonio Perna


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» Mapas Pictóricos Turísticos 
Uma das maravilhas dos mapas é não ter a necessidade de serem obras de engenharia sempre, podendo ser arte, história, turismo etc.
Indo na França não podemos deixar de adquirir um de queijos, de vinhos ou de culinária.







Essa foto terrível abaixo é de um mapa de queijos da Suiça.



Ou ainda no Chile um mapa em cobre, que é o principal produto chileno de exportação. Na Argentina tem que ser um de couro...



Como seria um mapa pictórico turístico do Brasil ? Pela observação de lojas para turistas em Copacabana, parece lógico imaginar um feito de pedras semi-preciosas, Mas não encontrei nenhuma imagem com um mapa desses. Achei apenas os abaixo que não são mapas pictóricos turísticos e sim mapas do Brasil estilizados com pedras (vendidos nas lojas indicadas nas imagens).





Existem, claro, mapas em couro do Brasil e de cidades, como o de Florianópolis abaixo. Mas, na minha opinião, não refletem a nossa essência, apesar de bonitos.




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Marco Antonio Perna

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