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	<title>Blog: Filmes de Dança e não de Dança ! por Marco Antonio Perna</title>
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	<modified>2012-02-06T01:53:00Z</modified>
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		<name>Marco Antonio Perna</name>
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	<copyright>Copyright 2012, Marco Antonio Perna</copyright>
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		<title>» Lançamento Livro: 200 Anos de Dança de Salão no Brasil</title>
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		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[<img src="http://www.pluhma.com/locadora/capas/capads200anos.jpg" width="300" height="437" border="0" alt="" id="img_float_left" /><a href="http://www.pluhma.com/loja/livros.danca" target="_blank" >CLIQUE AQUI PARA COMPRAR</a><br /><br />Autores:<br /><br />Alipio Paiva Bolero<br />Clarisse Nunes (Baila Floripa)<br />Cristovão Christianis e Katiusca Dickow (DS região Sul)<br />Jaime José Yedda Cardoso<br />Joao Batista da Silva (Atlas do Esporte/Dança na Baixada Fluminense)<br />Jomar Mesquita (Transposição da linguagem coreográfica dos salões para os palcos – Dança de salão como arte)<br />Leonor Costa (200 Anos de Muitos Bailes)<br />Luis Floriao (Lambada)<br />Marco Antonio Perna<br />Myriam Martinez Legislação de Dança de Salão<br />Ney Homero Rocha (Tango Brasileiro e Chorinho)<br />Rachel Mesquita ((Alguns)Aspectos metodológicos para aulas de dança de salão:uma necessidade emergencial.)<br />Sidarta Martins<br />Solange Gueiros (Forró e Forroda)<br />Teresa Drummond (Maria Antonietta)<br /> <br /> <br />Maiores detalhes da exposição 200 anos de Dança de Salão em:<br /><a href="http://www.premioculturadadancadesalao.blogspot.com/" target="_blank" >http://www.premioculturadadancadesalao.blogspot.com/  </a><br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.dancadesalao.com/ds200anos/100_0465b.jpg',600,450,false);"><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/100_0465b.jpg" width="512" height="384" border="0" alt="" /></a><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.dancadesalao.com/ds200anos/100_0459b.jpg',600,394,false);"><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/100_0459b.jpg" width="512" height="336" border="0" alt="" /></a><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.dancadesalao.com/ds200anos/100_0453b.jpg',600,436,false);"><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/100_0453b.jpg" width="512" height="372" border="0" alt="" /></a><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.dancadesalao.com/ds200anos/autores100_0445.jpg',800,610,false);"><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/autores100_0445.jpg" width="512" height="390" border="0" alt="" /></a><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/jaime100_0444.jpg" width="350" height="395" border="0" alt="" /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.dancadesalao.com/ds200anos/DSCF4423b.jpg',600,450,false);"><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/DSCF4423b.jpg" width="512" height="384" border="0" alt="" /></a><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.dancadesalao.com/ds200anos/DSCF4442b.jpg',600,455,false);"><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/DSCF4442b.jpg" width="512" height="388" border="0" alt="" /></a><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.dancadesalao.com/ds200anos/mariojorgefoto.jpg',640,439,false);"><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/mariojorgefoto.jpg" width="512" height="351" border="0" alt="" /></a>]]></content>
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		<issued>2011-10-07T00:00:00Z</issued>
		<modified>2011-10-07T00:00:00Z</modified>
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		<title>» Crônica da Tarde de Autografos do livro 200 anos de DS </title>
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		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[Alípio Paiva - 03/08/2011<br /><br />Ainda na manhã de daquela sexta-feira, 29 de julho de 2011, acreditava piamente que meu final de tarde não seria muito diferente do normal. <br />Tinha, sim, um compromisso diferente marcado para as 16 horas.  Participar, como um dos colaboradores, do lançamento do livro &quot;200 anos de Dança de Salão&quot;. Na minha cabeça, compromisso mais ou menos rápido. Nada que evitasse a passadinha de toda sexta, às 19 horas, no Alfarrábios para tomar a cervejinha belga preta.<br /><br />Não deu (pra passar no Alfarrábios).<br /><br /><br />Para mim, pelo menos, foi uma surpresa e tanto. Uma ótima surpresa, <br />acrescento e explico: é que aquele lugar ali é terrível. Não a Fundação Calouste, que sempre foi muito bem organizada. Falo sobre o entormo, a região, aquele trecho da rua Benedito Hipólito. Uma área da Praça Onze longe de qualquer coisa boa - tirando a época do carnaval, é claro, porque fica bem colada à Marques de Sapucaí. Mas, fora do reinado de Momo, o barzinho mais perto fica no térreo do edifício <br />Balança-Mas-Não-Cai. Um bar muito do mixuruca, aliás. De resto, um local desaconselhável para senhoras desacompanhadas e cidadãos distraídos. <br />Deu até pra entender o porquê de ser uma tarde e não uma noite de <br />autógrafos. Se bem que por lá é tudo tão contra-mão que nem mesmo <br />ladrões de pedestres, pivetes e flanelinhas fazem ponto nas redondezas. Tirando, é claro, um vagabundo de passagem que aproveitou para assaltar nossa amiga Aletheia  -  professora de DS em Niteroi - quando saía do evento.<br /> <br />Por tudo, entretanto, pensei comigo: <br />bem, somos dezesseis os autores; uns nove de nós devem aparecer e aí <br />formamos uma mesa de bate-papo sobre Dança de Salão. Tipo de conversa <br />que me faz viajar por horas e horas. De qualquer forma, será um final de sexta-feira agradável.<br /> <br />Mas, quebrei a cara com prazer.<br /> <br />Pintaram no pedaço alguns dos melhores símbolos vivos do nosso Samba de Gafieira. Dirão os cínicos que os símbolos mortos não poderiam mesmo aparecer. Pois, discordo. Alguns do outro mundo também deram o ar da graça. Naquela sala, por algumas horas, todas as energias eram pura Dança de Salão. Num segundo, juro, vi a Maria Antonieta encostada <br />numa pilastra prestando atenção na nossa conversa - exatamente como ela fazia na Estudantina, observando os pés dos dançarinos e tecendo elogios e críticas com olhares impagáveis. Tudo já estava uma delícia quando, não mais que de repente, adentra a sala um cara mais ou menos conhecido. Um tal de Carlinhos de Jesus. Falar mais o quê? É... faltaram a música e a pista encerada.<br /><br /> <br />Lembro que disse ao Perna que tarde ou noite de autógrafos nem sempre são termômetros de sucesso de livro. Certa vez, em plena Livraria da Travessa, no Leblon, fui um dos apenas cinco gatos pingados a pegar a assinatura da Danuza Leão no lançamento de sua autobiografia. Ainda assim, depois, foram mais de dez mil os exemplares vendidos. Também já enfrentei fila de trezentos pra pegar a rubrica do Jô Soares no “Xangô de Baker Street”. Hoje a gente acha esse livro aí por cinco reais em sebos da rua da Constituição.<br /> <br />Disse tudo o que disse apenas para confessar minha admiração e agradecer ao Perna pelo esforço e determinação que já consumiram – além de muitos reais de seu bolso - bem uns de quinze anos de sua vida. É um amor tão obsessivo pela Dança de Salão que, admito, me contaminou dos pés à cabeça.<br /> <br />Conte sempre com a gente, meu amigo. <br /><br />Alípio Paiva - 03/08/2011]]></content>
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		<issued>2011-08-03T00:00:00Z</issued>
		<modified>2011-08-03T00:00:00Z</modified>
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		<title>» Tarde de Autografos do livro 200 anos de DS - repassem para seus contatos.</title>
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		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[<a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/locadora/capas/capads200anos.jpg',300,437,false);"><img src="http://www.pluhma.com/locadora/capas/capads200anos.jpg" width="200" height="291" border="0" alt="" id="img_float_left" /></a>Lançamento do livro com tarde de autógrafos com os autores, no <br />encerramento da Exposição 200 anos de Ensino de Dança de Salão.<br /><br />Dia:  29/07/2011<br />Hora: 16:00<br />Local: Esposição 200 anos.<br /><br />Maiores detalhes em:<br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda" target="_blank" >www.dancadesalao.com/agenda</a><br /><br />Compre o livro em:<br /><a href="http://www.pluhma.com/loja/livros.danca" target="_blank" >www.pluhma.com/loja/livros.danca</a><br /><br />Veja maiores detalhes da exposição em:<br /><a href="http://www.premioculturadadancadesalao.blogspot.com/" target="_blank" >www.premioculturadadancadesalao.blogspot.com/</a>  <br />e<br />jornalfalandodedanca.blogspot.com/<br /><br /><br />Autores:<br /><br />Alipio Paiva (Bolero)<br />Clarisse Nunes (Baila Floripa)<br />Cristovão Christianis e Katiusca Dickow (DS região Sul)<br />Jaime José (Yedda Cardoso)<br />Joao Batista da Silva (Atlas do Esporte/Dança na Baixada Fluminense)<br />Jomar Mesquita (Transposição da linguagem coreográfica dos salões para os palcos – Dança de salão como arte)<br />Leonor Costa (200 Anos de Muitos Bailes)<br />Luis Floriao (Lambada)<br />Marco Antonio Perna <br />Myriam Martinez Legislação de Dança de Salão<br />Ney Homero Rocha (Tango Brasileiro e Chorinho)<br />Rachel Mesquita ((Alguns)Aspectos metodológicos para aulas de dança de salão:uma necessidade emergencial.)<br />Sidarta Martins<br />Solange Gueiros (Forró e Forroda)<br />Teresa Drummond (Maria Antonietta)<br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.dancadesalao.com/ds200anos/autores100_0445.jpg',800,610,false);"><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/autores100_0445.jpg" width="600" height="458" border="0" alt="" /></a><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/jaime100_0444.jpg" width="350" height="395" border="0" alt="" /><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/DSCF4423b.jpg" width="600" height="450" border="0" alt="" /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/DSCF4442b.jpg" width="600" height="455" border="0" alt="" /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.dancadesalao.com/ds200anos/mariojorgefoto.jpg',640,439,false);"><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/mariojorgefoto.jpg" width="600" height="412" border="0" alt="" /></a><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/ds200anos/molon100_0441.jpg" width="450" height="498" border="0" alt="" /><br /><br /><br />]]></content>
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		<issued>2011-07-17T00:00:00Z</issued>
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		<title>» Marco Antonio Perna entrevista Mário Jorge</title>
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		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[Marco Antonio Perna entrevista Mário Jorge na abertura da Exposição 200 anos de Dança de Salão, no Centro Cultural Calouste, no Rio de Janeiro, em 01 de julho de 2011.<br /><br /><center>
<object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oDKLiarbmbA&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oDKLiarbmbA&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="349"></embed></object>
</center><br />]]></content>
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		<title>» Dama Boa Não Pensa...</title>
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		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[Trocadilho infame, tão infame que não resisti. O título correto seria “Boa Dama Não Pensa, Sente.”. Boa dama, claro, é aquela dançarina com quem todo mundo ama dançar. Pode não ser a mais bela, a mais gostosa, a mais leve ou mesmo a que parece dar show com brilho de estrela. Boa dama é aquela que mostra que realmente sua namorada ou esposa não dança nada, pois tudo o que você não conseguia dançar, com ela você dança. Não depende de você conduzir bem ou não, qualquer que seja o seu nível você vai amar dançar com ela. Ou ter medo, claro, você não pode fazer feio.<br /><br />Mas, por que ela é boa dama ? Porque ela não pensa, ou parece que ela não pensa no que está dançando. Se você conduz bem vai fazer tudo que nunca imaginou sem ter nunca antes dançado com ela. <br /><br />Já a dama que pensa, pensa que sabe dançar, pensa que em determinada posição de um movimento de passo vai se seguir outro movimento e já se adianta sem você conduzir. Muitas aprendem uma sequencia de passos e caso você não vá para o passo seguinte da cartilha dela, ela te olha de cara feia e nunca mais dança com você. O problema é que existem muitos professores de dança que ensinam sequencias que no fundo são coreografias. Pois, seguem ininterruptamente os movimentos e o cavalheiro não aprende condução e a dama não aprende a sentir a condução.<br /><br />Uma dama dessas só vai realmente aprender a dançar após ser jogada as feras, digo ao salão de baile real, onde vai dançar com cavalheiros de várias escolas de dança diferentes e mesmo da escola da vida. <br /><br />Mas, mesmo que aprendam, a boa dama tem na verdade um talento natural que o treinamento só aperfeiçoa. Se ela não tem talento, com muito treino, os cavalheiros vão gostar de dançar com ela, mas não vão amar.<br /><br />Claro que tudo depende também do encaixe físico do casal. Uma dama alta deve dançar melhor com um cavalheiro alto e assim por diante. Obviamente toda regra tem exceção.<br />Outro ponto importante é a aceitação do que você é capaz. Certa vez uma dançarina com quem eu adorava dançar tudo e com quem todo mundo amava dançar me perguntou porque a Renata Peçanha era melhor dançarina que ela... Eu e o outro dançarino que estava ao meu lado tivemos que ficar calados e respondemos abobrinha, tipo: a Renata é mais alta e chama mais atenção. No que a moça respondeu: Não, a Renata tem a minha altura. Silêncio geral e nos despedimos em seguida. Na verdade com relação a ser boa dama, as duas são excepcionais. Porém a Renata tem um brilho de palco raro e nossa amiga, que era até bonita, não tinha brilho algum. Hum, difícil entender o que é brilho de palco, estrela, carisma ? Pensem no Carlinhos de Jesus e vocês entenderão.<br /><br />Em outra ocasião, outra amiga com quem eu amava dançar samba de gafieira e mesmo bolero, me perguntou porque determinado professor de dança a convidava para dançar samba e parava de dançar quando começava um zouk e nunca nenhum profissional a tirava para dançar zouk. E ela afirmava estar dançando muito bem e já fazia aula de zouk tinha uns dois anos. Novamente situação difícil para uma resposta honesta. No caso ela tinha uma rigidez maravilhosa para dançar samba e mesmo no bolero essa rigidez não atrapalhava, dava certa segurança no movimento. Não confundam com dura ou pesada. Porém, essa rigidez tão benvinda no samba de gafieira não era nada confortável no zouk com todos aqueles passos supermaleáveis. Foi o que eu falei de maneira educada, mas claro, ela não acreditou. Provavelmente ela deve ter achado que ainda tinha que fazer muita aula.<br /><br />Voltando ao tema condução e boa dama. Volto a afirmar que a boa dama não pensa. Ela sente a condução e faz determinado passo sem que tivesse pensado em fazer. Esse é o caso ideal. Boa dama e um cavalheiro com boa condução.<br /><br />Já comentei em outros textos meus e mesmo em muitas conversas com profissionais que se um passo não for feito por uma dama conduzida por um bom cavalheiro com quem ela nunca dançou antes, esse passo não é bom e vai ser esquecido com o tempo. O tipo de passo que não passa nesse teste com certeza só é feito por alunos ou profissionais de alguma academia e com pessoas de outras academias eles tem que parar e ensinar o passo na hora. Esse tipo de passo acaba sumindo com o passar do tempo e volta quando algum professor resolve ressuscitá-lo para passar o tempo numa aula.<br /><br />Lembro-me de uma ocasião dançando com uma exbolsista do Jaime Arôxa, que era casada com um DJ, que também era excelente dançarina e com quem eu adorava dançar. De repente ela me para e me diz que determinado passo eu tinha que conduzir de determinado jeito. Claro que seria muita falta de educação fazer isso em um baile, mas a gente estava numa área da academia, perto da cantina, onde todos treinavam (era a melhor parte da academia). Eu expliquei que estava meio desatento, mas que a condução que ela queria e que tinha sido ensinada não estava correta e que aquela condução na verdade era um código para ela entender que deveria fazer tal movimento e não era uma condução real. Ela até aceitou mas disse que naquele movimento só era possível assim. Como ela a partir desse momento estava pensando no passo não dava mais para fazer nada e fiquei de mostrar em baile ou noutro dia quando ela menos esperasse.<br /><br />Meses ou semanas depois, dançando nosso samba, comecei a não seguir sequencia alguma para confundir bem ela e parti para aquele famigerado passo entrando de maneira diferente nele. Em determinado momento travei seu corpo com minha mão esquerda pressionando a mão direita dela contra seu corpo, e com a minha mão direita em posicão mais baixa em suas costas fiz um movimento “ondulado” para frente. E isso com ela vindo em movimento rápido e parando imediatamente. Ela não teve o que fazer senão levantar sua perna direita chutando em frente. Claro que coloquei o peso dela em sua perna esquerda. Perguntei então: sentiu vontade ou foi um “código” para fazer o movimento ? No que ela responde que sentiu. <br /><br />No caso é claro que ela chutar em frente é uma coisa coreografada, mas mesmo que se esteja dançando com alguém que não conhece esse tipo de movimento, essa pessoa vai movimentar a perna para frente, mesmo que apenas um pouco com essa condução real. Já com a condução ensinada quem não conhece vai ficar parada. E na condução real ela vai ficar com a vontade e movimentar a perna. Se dama conhecer o movimento vai chutar involuntariamente e com os floreios que conhece caso tenha rapidez no pensamento após o início do movimento.<br /><br />É até interessante notar que a boa dama não pensa antes de iniciar um movimento, mas aquela que faz os movimentos bonitos e coloca floreios, com certeza consegue pensar instantaneamente após o início do movimento para conseguir embeleza-lo. Talvez essa fosse uma boa resposta para a pergunta sobre como a Renata Peçanha dança. E no caso dela é possível que ela também apenas pareça que não está pensando antes do passo.<br /><br />Rio de Janeiro, 06/02/2011<br />Marco Antonio Perna<br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda" target="_blank" >www.dancadesalao.com/agenda</a><br /><br />publicado no jornal Falando de Dança 41 de março de 2011.]]></content>
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		<issued>2011-03-12T00:00:00Z</issued>
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		<title>» Dark Swan (Crítica do filme Cisne Negro)</title>
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		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[A crítica abaixo eu escrevi dia 19/02 e ontem, 27/02 a Natalie Portman ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação nesse filme. <br />_______________<br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry110228-100202/entry110228-100202.jpg',460,681,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry110228-100202/entry110228-100202.jpg" width="150" height="222" border="0" alt="" id="img_float_left" /></a> Mãe, por que me mostraste Chopin em seus velhos discos de vinil ? Por que me levaste ao cinema ver Fantasia ? Minha mais antiga memória clássica. Por que me fez assistir <a href="http://www.pluhma.com/locadora/acervo.cgi?x=0035074" target="_blank" >Lago dos Cisnes</a> na TV em preto e branco ? Para que eu, quando crescesse, não fosse ao Municipal contigo ? Para que quando ligasse eu não tivesse paciência ao telefone ? Para eu colecionar DVDs de ballets e nunca assisti-los ? Por quê ?<br /><br />Não sei. Mas, por mais ingratos que alguns de nós, filhos, possamos ser no dia a dia, te agradeço por ter-me apresentado esse mundo. Mundo esse que não consigo transmitir à sua neta. Ou, pelo menos acho que não. Talvez algum dia eu me surpreenda. Talvez eu esteja me cobrando muito.<br /><br />Cisne Negro (Black Swan) é um pouco isso e muito mais. Ver <a href="http://www.pluhma.com/locadora/acervo.cgi?x=001011141NATALIE+PORTMAN" target="_blank" >Natalie Portman</a> irreconhecível, aliás como sempre. Basta lembrá-la em <a href="http://www.pluhma.com/locadora/acervo.cgi?x=0036997" target="_blank" >O Profissional</a>, <a href="http://www.pluhma.com/locadora/acervo.cgi?x=0039627" target="_blank" >Goya</a> ou <a href="http://www.pluhma.com/locadora/acervo.cgi?x=003006101" target="_blank" >Guerra nas Estrelas</a>. Bom ver também <a href="http://www.pluhma.com/locadora/acervo.cgi?x=001000030WINONA+RYDER" target="_blank" >Winona Ryder</a> que literalmente passa o bastão para Natalie no filme. E para mim, fora das telas também. Winona sempre foi bonita e seus filmes ótimos de assistir. Mas, Winona sempre foi “reconhecível”. Natalie porém, transcende em interpretação.<br /><br />O filme é literalmente uma visão do Lago dos Cisnes. Seu trailer, fotos e críticas ao mesmo tempo nos cativa e nos deixa com medo de assisti-lo. Medo de não estar preparado para um drama tão denso. Do início ao fim imaginamos quando a desgraça vai acontecer. Sim, porque é um Drama com D maiúsculo. Quando o tão esperado clímax ocorre você perde o medo. Compreende. Entristesse. No final você sai pensativo do filme. Ainda bem que a vida não é um Lago dos Cisnes, pensamos.<br /><br />Mas, será que não é ? Muitas vezes criamos problemas onde eles não existem. Ou pelo menos os amplificamos indevidamente. Se não temos consciência disso, só nos resta pedir ajuda.<br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry110228-100202/darkswan.jpg',637,272,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry110228-100202/darkswan.jpg" width="512" height="219" border="0" alt="" /></a><br /><br />Posso não ver minha coleção de ballets, mas a minha coleção de filmes de ballets e de dança, vi todos. Cisne Negro não é um filme que se assemelha com nenhum outro de dança ou ballet que eu me lembre. É um filme denso, introspectivo, complexo, mas inacreditavelmente simples. Talvez o maior problema de outros filmes de ballet seja não ter uma atriz com a carga dramática de uma Natalie e que também dance maravilhosamente. Natalie parece à vontade no papel de protagonista do Ballet. Sua biografia relata que teve aulas de dança dos 4 aos 12 anos e tem treinamento em ballet, jazz e sapateado. Para o filme treinou arduamente por pelo menos um ano. Porém, no filme, não se vê longas sequências de danca de corpo inteiro. Ela aparece em ponta em tomadas à distância e noutras com graciosos movimentos de braços, inerentes ao Lago dos Cisnes. Em algumas cenas poderiam usar dublê, em outras não, a menos que tenham usado computação gráfica. Aparentemente foi ela mesma quem dançou todas as cenas. Aos olhos de leigo em ballet que sou, Natalie dançou lindamente. Dançou infinitamente melhor que o talento dramático da maioria das protagonistas de filmes de <a href="http://www.pluhma.com/locadora/acervo.cgi?x=0200" target="_blank" >ballet/dança</a>. Tiro desse balaio <a href="http://www.pluhma.com/locadora/acervo.cgi?x=001000008LESLIE+CARON" target="_blank" >Leslie Caron</a>, de quem sou fã.<br /><br />Rio de Janeiro<br />19/02/2011<br />Marco Antonio Perna<br /><a href="http://www.pluhma.com/maperna/blog" target="_blank" >www.pluhma.com/maperna/blog</a>]]></content>
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		<title>» Aspectos Históricos do Samba de Gafieira</title>
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		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[O Samba surgiu no final do século XIX descendendo diretamente do batuque africano, somente no início do século XX se firmou como música e como dança com grande influência do maxixe (fusão da habanera cubana, e da polca), porém ainda sofria perseguição pelas elites. Na primeira metade do século XX dividiu-se em samba para o carnaval e o samba para o resto do ano. O samba para o carnaval se tornou o cartão-postal do Brasil. Sua dança, o Samba-no-Pé tem como expoentes máximos o mestre-sala e a passista durante um desfile de carnaval.<br /><br />O batuque africano era dançado em filas ou em rodas com sapateados e quebradas e, sendo o ritmo acompanhado por palmas, ocorria por quase todo o Brasil. Sua dança é denominada umbigada, tradução da palavra africana semba. Além do batuque, existiram, em diversas regiões do Brasil, o jongo e o partido alto, precursores do samba, atualmente quase inexistentes.<br /><br />Desde o século XVII, no Brasil, já se dançava ao ar livre danças de origem portuguesa, espanhola e ameríndia, que com a influência do batuque africano e da polca européia geraram o caldeirão musical brasileiro e o maxixe, grande influenciador do Samba, tanto música quanto dança.<br /><br />O Samba para o resto do ano gerou variações como o samba-canção, o pagode, o samba-rock e a bossa nova e acrescenta instrumentos característicos como o trombone de vara, e outra dança, no caso de par enlaçado, o Samba de Gafieira, chamado dessa forma por ser a gafieira carioca um ambiente tradicional de dança de salão. É dança de salão brasileira mais importante por sua complexidade e formação histórica. Como música o Samba de Gafieira é identificado por orquestrações e metais. <br /><br />O Samba é um ícone na cultura brasileira e influencia e é influenciado, atravessando fronteiras para ser internacionalmente reconhecido.<br /><br />Exposto essa parte teórica, que escrevi em vários textos meus, eu pergunto: Quando alguém fala que está dançando samba, o que a maioria da população mundial imagina ? Você acertou se pensou no samba de carnaval. Infelizmente a maioria pensa na dança que chamamos de samba no pé, com a imagem de uma passista de escola de samba na mente. Nunca se pensa no samba de salão. Ou seja, a fama de nosso samba de carnaval prejudica a divulgação do nosso samba de salão.<br /><br />Em ambiente de dança de salão, por simplificação chamamos apenas de Samba, nosso samba de salão (nome genérico) ou samba de gafieira (forma de dança oriunda do Rio de Janeiro). Se formos em uma quadra de Escola de Samba, próximo ao Carnaval, e pedirem para dançar um samba, é claro que estarão se referindo ao Samba no Pé.<br /><br />O Samba de Salão, é um termo genérico porque qualquer variante, como o samba pagode paulista (em São Paulo simplesmente Pagode), pode ser chamado de Samba de Salão. Com relacão ao samba de gafieira e ao termo gafieira temos que recorrer aos antigos dançarinos cariocas. Os dançarinos “da antiga” chamavam de samba estilo gafieira, porque se referenciavam aos passos acrobáticos praticados no samba de salão dançado em uma gafieira (pensamento errado se lembrarmos dos Estatutos da Gafieira). Mas essa denominação de gafieira como estilo de dança pegou e num dado momento os Paulistas estavam chamando nosso samba de salão apenas de “Gafieira”, o que é completamente errado (mas eles continuam, endossados até por profissionais cariocas sem estudo ou preocupados apenas com o ganha pão imediato). <br /><br />Tivemos então que nomear nosso samba de salão carioca como Samba de Gafieira. Assim unimos o útil ao agradável, afinal, mesmo tendo existido gafieiras em outros Estados, as mais famosas são as cariocas e nosso samba de salão assim mereceu um nome que o distinguisse de outras danças: SAMBA DE GAFIEIRA. <br /><br />Outro ponto importante é que São Paulo possui um samba de salão muito peculiar que eles chamam (ou chamavam) de Pagode. Para especificar, chamaremos de samba pagode paulista, samba porque é samba e paulista porque é paulista, mesmo que eles mesmos não chamem por esse nome completo. Afinal, nós também não chamamos o nosso Samba de Gafieira de Samba de Gafieira Carioca, mas seria esse o nome completo de nosso samba. <br /><br />O Samba Pagode Paulista tem um passo básico bem diferente e se movimenta com algo parecido com o puladinho. Em uma apresentação, dançarinos profissionais acrescentam Samba no Pé e passos acrobáticos genéricos. Muitos iguais aos que usamos no Samba de Gafieira de show, sendo que a maioria foi importada do Rock da metade do século 20. <br /><br />Outra dança de salão paulista que está fazendo muito sucesso é o Samba Rock que apesar do nome Samba pode ser dançado em música tipo swing e parece, como dança, ser mais parente do soltinho (variação carioca do swing americano) do que do samba de salão.<br /><br />Os grandes dançarinos de samba de gafieira vieram dos subúrbios do Rio de Janeiro e o próprio Carlinhos de Jesus representa essa vertente. Outros se formaram em escolas da linha Jaime Arôxa, que facilitam ao dançarino comum o aprendizado do samba. Da mesma maneira que o dançarino Duque no início do século 20 também facilitou o aprendizado da dança do maxixe aos dançarinos normais (aqueles que não tem talento). Uma terceira linha segue o samba funkeado, hiphop e tem muitos efeitos visuais.<br /><br />Se todos conhecerem a história de nossas danças e não se renderem aos termos comerciais, nossa dança só tem a ganhar. Se não valorizarmos vamos sempre ficar pra trás. Pensem como o argentino valoriza o tango e até como eles defendem o Maradona. Fico imaginando se o Maradona fosse brasileiro ele seria um jogador comum, pois temos dificuldade em valorizar o que é nosso. O Pelé, claro, nem de nosso empenho precisou para se tornar rei.<br /><br /><br />Rio de Janeiro, 06/02/2011<br />Marco Antonio Perna]]></content>
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		<issued>2011-02-06T00:00:00Z</issued>
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		<title>» Revista Dança em Pauta 2 - janeiro de 2011</title>
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		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[Revista de dança de salão bem diagramada e aparentemente semestral.<br /><br /><a href="http://issuu.com/dancaempauta/docs/revista02" target="_blank" >http://issuu.com/dancaempauta/docs/revista02</a><br /><br />
<div><object style="width:420px;height:230px" ><param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true&amp;documentId=110126001456-9df959e981d64299aa5cab06a5588c05&amp;docName=revista02&amp;username=dancaempauta&amp;loadingInfoText=Revista%2002&amp;et=1296888463658&amp;er=92" /><param name="allowfullscreen" value="true"/><param name="menu" value="false"/><embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" menu="false" style="width:420px;height:230px" flashvars="mode=embed&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true&amp;documentId=110126001456-9df959e981d64299aa5cab06a5588c05&amp;docName=revista02&amp;username=dancaempauta&amp;loadingInfoText=Revista%2002&amp;et=1296888463658&amp;er=92" /></object><div style="width:420px;text-align:left;"><a href="http://issuu.com/dancaempauta/docs/revista02?mode=embed&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true" target="_blank">Open publication</a> - Free <a href="http://issuu.com" target="_blank">publishing</a> - <a href="http://issuu.com/search?q=tango" target="_blank">More tango</a></div></div>
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