<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<feed version="0.3" xmlns="http://purl.org/atom/ns#" xml:lang="en-US">
	<title>Blog: Filmes de Dança e não de Dança ! por Marco Antonio Perna</title>
	<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pluhma.com:443/blog/index.php" />
	<modified>2026-06-09T06:13:05Z</modified>
	<author>
		<name>Marco Antonio Perna</name>
	</author>
	<copyright>Copyright 2026, Marco Antonio Perna</copyright>
	<generator url="http://www.sourceforge.net/projects/sphpblog" version="0.5.1">SPHPBLOG</generator>
	<entry>
		<title>» Laura Flores - o tempo certo para dançar - A Time for Dancing</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry130624-141533" />
		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[<a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130624-141533/entry130624-141533.jpg',800,1275,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130624-141533/entry130624-141533.jpg" width="200" height="319" border="0" alt="" id="img_float_left" /></a>No final da minha adolescência tive o prazer de ler o livro Fernão Capelo Gaivota. Ficou claro para mim a necessidade de sempre buscar algo maior naquilo que fazemos. Claro que para uma gaivota o mais importante é voar, mas para Fernão não bastava só voar. Era necessário transceder limites.<br /><br />Para Laura Flores (que não era uma gaivota) o mais importante era dançar. Como Fernão, também sentiu a necessidade de transceder limites. Ela nasceu (em 1977) e aprendeu a dançar em Florianópolis. Na década de 1990 a dança de salão, como conhecemos hoje, ainda engatinhava em Floripa levada por dançarinos cariocas. Laura buscou então a fonte do conhecimento. Cresceu, virou referência em sua cidade e continuou rompendo limites.<br /><br />Lembro quando a conheci, por volta de 1999, no curso para professores do Centro de Dança Jaime Arôxa, no Rio de Janeiro. Ela ainda era apenas Laura mas, dançando, tudo já eram flores. Em 2000 disponibilizei um vídeo dela dançando rock no salão do Clube Sírio e Libanês, com seu parceiro Luiz. Uma pequena amostra de quem foi Laura Flores. Veio o primeiro Baila Floripa em 2002 e Laura continuava transcendendo como dançarina, professora de dança de salão e dona de academia de dança. Foi assim até aproximadamente 2005. Mas nem tudo na vida são flores!<br /><br />Recentemente escrevi uma crítica para o filme &quot;A Time For Dancing&quot; e inicio com um parágrafo que escrevi pensando na vida de Laura: &quot;Todos esses exemplos de superação ou escolha de caminhos perdem o sentido, pois a protagonista é extremamente talentosa, está no lugar certo, na hora certa e quer ser uma grande bailarina. Não tem que superar preconceitos, não está tentando agradar nem provar nada a ninguém. Todos gostam dela e não tem inimigos. Tem o corpo perfeito para a dança, e é bonita. Ou seja, nada para impedir o sucesso iminente, a não ser o destino. Muitas vezes fatores externos nos fazem escolher caminhos diferentes e mesmo desistir de sonhos. Mas no caso dela o fator é interno, o que a faz perceber que tudo na vida tem seu tempo e que não podemos sempre ter o controle. Devemos sempre encarar esses momentos tentando ser o mais feliz possível, fazendo o que pertencer a esse momento da melhor maneira possível&quot;.<br /><br />Laura, como Fernão, encontrou sua parede de rocha quando sobreviveu à Síndrome de Susac, uma vasculite cerebral raríssima. Ela já sabia da doença, mas quando seu equilíbrio foi afetado, por volta de 2005, tudo parecia acabado. Uma gaivota sem asas? A partir desse momento a carreira de dançarina profissional chegava ao fim, pois a síndrome a impede de ter o controle de corpo necessário para a dança. Com o passar dos anos Laura superou as dificuldades entendendo que seu corpo material apenas a impedia de dançar profissionalmente. Hoje, Laura ainda tem sua academia de dança de salão em Florianópolis e encontrou outros caminhos dentro da dança. E ela já dança novamente em seus bailes.<br /><br />Em 10 de julho de 2013, Laura lançará o livro &quot;Dança das Flores - a bailarina que perdeu o equilíbrio&quot;, no Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis. Onde conta um pouco de sua história e sua experiência com a síndrome. Um livro para ler e pensar em nós mesmos. Pois hoje estamos voando, mas amanhã podemos estar sem asas.<br /><br />Rio de Janeiro, 20/06/2013<br />Marco Antonio Perna<br />Artigo publicado na edição 70 do jornal Falando de Dança, de julho de 2013<br /><a href="http://issuu.com/dancenews/docs/ed_70_completa_para_leitura/11" target="_blank" >http://issuu.com/dancenews/docs/ed_70_completa_para_leitura/11</a><br /><br />Veja mais detalhes da história de Laura Flores, fotos e links de vídeos e entrevistas dela abaixo:<br /><br /><br /><br /><center>
<object width="320" height="240"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w4xlIclK83g&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/w4xlIclK83g&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="240"></embed></object>
</center><br />Vídeo da apresentação no Clube Sírio e Libânes no Rio de Janeiro em janeiro/2000. O vídeo foi disponibilizado para download no dancadesalao.com no ano 2000 e em 2007 transferido para o youtube.<br /><a href="http://www.youtube.com/watch?hl=pt&amp;v=w4xlIclK83g&amp;gl=BR" target="_blank" >http://www.youtube.com/watch?hl=pt&amp;v=w4xlIclK83g&amp;gl=BR</a><br /><br />Entrevista na Record em 06 de maio de 2013<br /><a href="http://ricmais.com.br/sc/record-news/a-vida-segue--_--5-de-maio--_--parte-1/" target="_blank" >http://ricmais.com.br/sc/record-news/a-vida-segue--_--5-de-maio--_--parte-1/</a><br /><br />Projeto do Livro:<br /><a href="http://catarse.me/pt/floreandocomlaura" target="_blank" >http://catarse.me/pt/floreandocomlaura</a><br /><br />Site da academia:<br /><a href="http://www.lauraflores.com.br/" target="_blank" >http://www.lauraflores.com.br/</a><br /><br />Crítica do filme: A Time For Dancing <a href="http://www.dancadesalao.com/atimefordancing.php" target="_blank" >http://www.dancadesalao.com/atimefordancing.php</a><br /><br />Citada no livro:<br /><a href="http://www.dancadesalao.com/download/dspf3-1-5.pdf" target="_blank" >http://www.dancadesalao.com/download/dspf3-1-5.pdf</a><br /><br />Artigos de Laura Flores no dancadesalao.com:<br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/lauraflores02.php" target="_blank" >A dança e seus benefícios</a><br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/lauraflores01.php" target="_blank" >Forró: uma febre...um ritmo contagiante!  </a><br /><br />Artigo de Keyla Barros<br /><a href="http://www.dancaempauta.com.br/site/eu-danco/danca-das-flores-a-bailarina-que-perdeu-o-equilibrio/" target="_blank" >http://www.dancaempauta.com.br/site/eu-danco/danca-das-flores-a-bailarina-que-perdeu-o-equilibrio/</a><br /><br /> Laura nasceu em 05 de dezembro de 1977, em Florianópolis. Em 2005, sobreviveu à Síndrome de Susac, uma vasculite cerebral raríssima. Graduou-se em Educação Física e Esporte pela Udesc. Tornou-se precocemente, professora universitária na Unisul, Palhoça e Tubarão.  Começou a dançar ainda criança, ballet e jazz infantis, demonstrando sempre grande aptidão pela arte.<br /><br />            	Laura começou na Dança de Salão aos 18 anos, em Florianópolis. Posteriormente aperfeiçoou-se com diversos profissionais do Brasil e mundo. Tais como Jaime Arôxa, Jomar Mesquita, entre outros grandes profissionais, participando inclusive do I Encontro Internacional de Dança de Salão (RJ) em 1995.<br /><br />            Conheceu seu primeiro e único parceiro profissional, Luiz Kirinus, nesse período e desenvolveram trabalho juntos, através de aulas de dança de salão e de shows, inclusive montando academia própria, o Centro de Dança Luiz e Laura. Separaram-se em 2005, foram cerca de 10 anos de parceria.<br /><br />            	Juntos, em Florianópolis, foram pioneiros em diversas atitudes e em introduzir certos serviços como: realização de coreografias com instrumentos musicais em dança de salão (pandeiro e saxofone),  coreografia com boneca, coreografia de dança de salão com dança do ventre, utilização do conceito de prestação de serviços em dança de salão ministrando cursos em diversos pontos da cidade etc.<br /><br />            	Realizaram performances das mais diversas características entre espetáculos remunerados ou beneficentes em prol de entidades carentes. Realizaram centenas de apresentações entre festas, congressos, aniversários, grandes shows de bandas, espaços culturais, hotéis, teatros, festivais, mostras de dança etc.<br /><br />            	Como professores de dança de salão, possuíam experiência com públicos diversos, podendo-se citar entre eles: academias, núcleo de pacientes cardíacos, grupos de terceira idade, turmas de crianças, associações, clubes, empresas, hospitais, pousadas etc.<br /><br />            	Luiz e Laura buscavam incessantemente informações empíricas e acadêmicas, no intuito de prosseguir sua formação permanente em dança de salão. Tiveram como grande mentor, Jaime Arôxa, com o qual faziam aulas a cada seis meses na cidade do Rio de Janeiro, nos cursos promovidos para profissionais de dança de salão. Formaram-se também com outros profissionais da dança de salão e com profissionais de outras áreas da dança como ballet clássico, teatro, dança-afro etc.<br /><br />	Recebeu como bailarina diversos prêmios e participou em muitos eventos, como o Festival de Dança de Joinville, a Mostra de Dança de Florianópolis, Congresso Mundial de Salsa entre diversos outros grandes nomes. Possui, atualmente, o Centro de Dança Laura Flores.<br /><br />Rio de Janeiro, 2012<br />Marco Antonio Perna<br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/imagens/agfloripa.jpg" width="400" height="477" border="0" alt="" /><br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/fotos7.php" target="_blank" >Luiz Augusto e Laura Flores. Fotos do Curso para Professores do<br />C.D.Jaime Arôxa - RJ - julho/1999</a><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/imagens/Dcp01863b.jpg" width="500" height="639" border="0" alt="" /><br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/fotos19.php" target="_blank" >Apresentação de Luiz Kirinus e Laura Flores de Florianópolis. II Encontro Dançante Interestadual do dancadesalao.com - 2001</a><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/imagens/Dcp01858b.jpg" width="350" height="496" border="0" alt="" /><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/imagens/Dcp02632b.jpg" width="500" height="375" border="0" alt="" /><br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/fotos27.php" target="_blank" >Fotos da I Mostra de Danca de Salao de Florianopolis. Renata Verani, Clarisse Nunes, Rosita Melo, Alexandre Melo, Marco Antonio Perna, Luiz Kirinus e Laura Flores, todos da ACADS (exceção de M.A.Perna) no coquetel precedendo ao baile de confraternização no dia 30/4/2002.</a><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/imagens/Dcp02646b.jpg" width="500" height="375" border="0" alt="" /><br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/fotos27.php" target="_blank" >Fotos da I Mostra de Danca de Salao de Florianopolis. Gracielle, Clarisse, Daniel, Alexandre, Rosita, Laura, Renata e Sheila.</a><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/imagens/Dcp02733b.jpg" width="350" height="426" border="0" alt="" /><br />Fotos da I Mostra de Danca de Salao de Florianopolis. Samba &quot;Samba Rasgado&quot;. Laura Flores e Luiz Kirinus, coreografia de Cristovão Christianis. Florianópolis.<br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/fotos28.php" target="_blank" >Fotos da I Mostra de Danca de Salao de Florianopolis, promovido pela ACADS (Associação Catarinense de Dança de Salão) no dia 01/05/2002 - 20:30, no Teatro Ademir Rosa, em Florianópolis-SC. </a><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/imagens/Dcp02755b.jpg" width="450" height="256" border="0" alt="" /><br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/fotos28.php" target="_blank" >Salsa &quot;No me abandones&quot;, de Luiz Kirinus e Laura Flores. Luiz e Laura Grupo de dança de Salão. Florianópolis. Fotos da I Mostra de Danca de Salao de Florianopolis.</a><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/agenda/photos53/020207/Pict1790.jpg" width="400" height="304" border="0" alt="" /><br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/photos53/020207.php" target="_blank" >Apresentação de Luiz e Laura no II BailaFloripa - 2003.</a><br /><br /><img src="http://www.dancadesalao.com/agenda/photos53/010207/Pict1275.jpg" width="400" height="286" border="0" alt="" /><br /><a href="http://www.dancadesalao.com/agenda/photos53/010207.php" target="_blank" >Fotos da II Mostra de Dança de Salão de Florianópolis (BailaFloripa). Realizado pela ACADS de 1 a 3 de maio de 2003.</a>]]></content>
		<id>http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry130624-141533</id>
		<issued>2013-06-24T00:00:00Z</issued>
		<modified>2013-06-24T00:00:00Z</modified>
	</entry>
	<entry>
		<title>» B-Girl. O pior filme de dança dos últimos tempos</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry130529-163727" />
		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[<a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130529-163727/entry130529-163727.jpg',700,989,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130529-163727/entry130529-163727.jpg" width="150" height="212" border="0" alt="" id="img_float_left" /></a> B-Girl é um filme sobre uma dançarina de dança de rua que leva uma facada e tem que se recuperar e encontrar novamente seu lugar no mundo do Hip-Hop.<br /><br />A sinopse acima poderia indicar um filme muito bom. Infelizmente não é o caso. Não posso afirmar realmente que é o pior dos últimos tempos, mas com certeza um dos piores.<br /><br />O filme em certos momentos mostra a volta por cima que uma dançarina tem que dar e a dificuldade na recuperação da facada sofrida. Mas não convence. Tem também o par romântico que enfrenta preconceitos por ser ex-presidiário e ter que vencer barreiras. Totalmente irrelevante como apresentado... Tem a salsa, para dizer que tem uma cena de dança de salão, mas de tão fraca e gratuita nem precisava estar lá. <br /><br />Ou seja, moral da história, cena de dança de salão, muita dança, tá tudo como manda a receita de bolo de se fazer um filme de dança. Só que a massa desandou e o resultado é um filme extremamente fraco, com cenário pobre, edição fraca, atores feios e até a dança de rua apresentada não é a do estilo que parece bonita aos olhos de um leigo. <br /><br />Para um leigo nesse tipo de dança, o estilo apresentado parece sujo, sem técnica, embora possa ser no entendimento de especialistas uma obra de arte como dança. Como sou leigo em dança de rua e depois de tantos outros filmes do gênero, esse me pareceu feio até nisso.<br />Bem, como gosto não se discute, pode ser que muitos amem esse filme. Não deixem de ver por causa de uma crítica negativa.<br /><br />Rio de Janeiro, 29/05/2013<br />Marco Antonio Perna<br /><br /><a href="http://www.imdb.com/title/tt0964179/" target="_blank" >http://www.imdb.com/title/tt0964179/</a><br />Director: Emily Dell<br />Writer: Emily Dell<br />Stars: Julie &#039;Jules&#039; Urich, Missy Yager, Wesley Jonathan ]]></content>
		<id>http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry130529-163727</id>
		<issued>2013-05-29T00:00:00Z</issued>
		<modified>2013-05-29T00:00:00Z</modified>
	</entry>
	<entry>
		<title>» Samba e Batuque no Escurinho do Cinema</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry130522-232136" />
		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[<a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130522-232136/entry130522-232136.jpg',550,766,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130522-232136/entry130522-232136.jpg" width="200" height="279" border="0" alt="" id="img_float_left" /></a> Domingo, 12 de maio de 2013, fui ao lançamento do documentário Favela Beat (Batuque da Favela) no morro do Cantagalo, entre Copacabana e Ipanema. A première foi no Bar Gilda, no alto do morro. E eu quase morri! De cansaço, subindo o morro a pé. Tenho que voltar a dançar...<br /><br />   Como ex-morador de Copacabana por décadas, mesmo sabendo da pacificação e da real calma do morro, a ideia de subir ainda mexia com lembranças de medos passados. Na década de 1970 subia-se a ladeira da Rua Saint Roman sem nenhum problema, lembro-me de passar por ela na época. Mas, já na década de 1980, não se podia nem pensar em fazer isso. Os moradores viviam a lei do silêncio. Morador de uma comunidade não podia entrar em outra. Hoje, outras comunidades, mesmo pacificadas, ainda têm tiroteios e lei do silêncio, mas apesar de ter sido um dos morros mais violentos da Zona Sul do Rio o Cantagalo vive novos tempos.<br /><br />   Foi nessa nova fase que a cineasta e fotógrafa (de dança) neozelandeza Rowena Baines foi apresentada à comunidade do Cantagalo, em 2012, pelo dançarino Patrick Carvalho. Rowena é apaixonada pela nossa cultura, especialmente por samba e lambada-zouk. Aliás, foi a lambada-zouk, que ela conheceu na Nova Zelândia, que motivou seu interesse pelo Brasil e sua primeira visita há dez anos. Desde então vem regularmente e fala nosso idioma fluentemente.<br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130522-232136/RowenaBainesB.jpg',233,275,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130522-232136/RowenaBainesB.jpg" width="120" height="142" border="0" alt="" id="img_float_right" /></a>   Com todo esse histórico de vida e a interação com a nossa dança de salão, ficou fácil para Rowena conhecer toda a vida cultural da comunidade e selecionar o que era realmente importante para seu documentário. Rowena tem o olhar do fotógrafo profissional e prova na filmagem e edição das imagens que tem também o olhar do cineasta. O resultado é um trabalho magnífico que nos faz rir, emocionar e ficar ligado durante toda a exibição (documentário não precisa ser monótono e Rowena prova isso). Ela explica que via reportagens e filmes sobre comunidades, falando do tráfico, tiroteios e outras coisas, com isso sentiu a necessidade de mostrar toda a cultura positiva que conheceu nesses dez anos de vindas ao Brasil e a comunidade do Cantagalo foi perfeita para isso.<br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130522-232136/Rowenafavela.jpg',800,510,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130522-232136/Rowenafavela.jpg" width="300" height="191" border="0" alt="" id="img_float_left" /></a>   O documentário surgiu como trabalho acadêmico de mestrado. Rowena precisava fazer um meia-metragem de pelo menos 25 minutos, além da dissertação. Mas o projeto do documentário deu tão certo que Rowena não pensou duas vezes em aumentar a duração e até o final deste ano pretende finalizar o Favela Beat como longa-metragem e apresentar nossa cultura em festivais de cinema pelo mundo. O título do trabalho acadêmico apresentado este ano na Universidade de Otago, Nova Zelândia, foi ”Samba and the Afro-Brazilian Favela Communities”.<br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130522-232136/DonaArlette-LuizCarlosLimab.jpg',800,640,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry130522-232136/DonaArlette-LuizCarlosLimab.jpg" width="300" height="240" border="0" alt="" id="img_float_right" /></a>   Favela Beat entra nos salões de bailes populares de dança de salão para mostrar pessoas comuns e seus dramas cotidianos. Do baile sobe o morro e passeia por seus becos e vielas: mostra a inocência das crianças dançando funk, a roda de samba do povo e dos medalhões, a ginga do samba do malandro carioca na personificação do Zé Pilintra, participa dos ensaios de bateria de escola de samba,  mostra a agilidade do jogo da capoeira e os passos elaborados do samba de gafieira em projetos sociais, para, então, descer o morro e vislumbrar o carnaval. Mas, se as histórias do presente estão lá, estão também as do passado, contadas por quem vivenciou ou escutou dos mais velhos e repassa aos mais jovens todas as dificuldades e glórias passadas. Favela Beat percorre o caminho trilhado por Rowena, que adentrou o baile e dele seguiu ao samba e depois ao carnaval e ao morro. É a rara visão de um cineasta sobre a dança de salão presente no samba e nas comunidades.  A dança de salão raramente é abordada em documentários sobre samba e carnaval.<br /><br />  Em metade de uma hora Favela Beat resume a nata da cultura musical e de dança do Rio de Janeiro. No caso, a cultura proveniente do povo, dos morros, do asfalto e dos salões cariocas.<br />   Já ia esquecendo. Após a première tivemos apresentações de vários grupos, dançarinos e cantores que participaram do filme. Um “must” a parte. E melhor do que ficar falando da première é vocês verem mais informações, fotos, artigos do Blog Falando de Dança e endereços oficiais do documentário nos links abaixo:<br /><br /><b>Versão em inglês (tradução de R.Baines). Samba and Batuque in the darkness of the Cinema</b><br />On Sunday, May 12, 2013, I went to the private screening of the documentary Favela Beat (Batuque da Favela) in the shantytown Cantagalo between Copacabana and Ipanema. The premiere was at Bar Gilda, up on the hill of the favela. And I almost died…of exhaustion from walking up the hill! I really have to start dancing again…<br /><br />As a former resident of Copacabana for decades, even with the knowledge of the Police Pacification of the shantytowns or ‘favelas’ and current peace and quiet of the hill, the idea of going up there stirred memories of past fears. In 1970 one could go up the hill of Saint Roman Street with no problem. I remember going up there at that time. But by the 1980s, you could not even think of doing that. Residents lived ‘the law of silence’. Residents of one favela could not get into another. Today, other favelas, even pacified ones, still have shootings and the ‘law of silence’ but despite once being one of the most violent communities of the South Zone of Rio, Cantagalo is a changed place.<br /><br />It was with this change that the New Zealand filmmaker and photographer (of dance) Rowena Baines was introduced to the favela of Cantagalo in 2012 by dancer Patrick Carvalho. Rowena is passionate about our culture, especially for samba and lambada-zouk. It was actually from an introduction to lambada-zouk in New Zealand, that her interest in Brazil stemmed and her first visit was ten years ago. Since then she returns to Brazil regularly and speaks our language fluently.<br /><br />All this life experience and interaction with our Latin dancing made it easier for Rowena to understand the cultural life of the favela and select what was really important to her documentary. Rowena has the eye of a professional photographer and the filming and editing of the films’ sequences proved that she also has a filmmakers’ eye. The result is a magnificent piece of work that makes us laugh, cry and stay glued to the screen (documentaries don’t have to be monotonous and Rowena proves this). She explained that she has seen a lot of articles and films about favelas, which show drug trafficking, shootings and such, and for this reason she felt the need to show the positive culture that she has seen over the last ten years of coming to Brazil and shantytown Cantagalo was perfect for that.<br /><br />The film emerged as academic work for her masters degree. Rowena had to do a short 25 minute film as well as a written dissertation. As the documentary project was so successful, Rowena did not think twice and decided to increase the duration of Favela Beat to a full feature, which will present our culture to film festivals around the world. The title of the scholarly work presented this year to the University of Otago, New Zealand, was “Samba and the Afro-Brazilian Favela Communities”.<br /><br />Favela Beat enters the local dance scene showing common people and their daily dramas. It then climbs the hill of the favela and wanders through its alleys and lanes, shows the innocence of children dancing funk, samba jam circles, the swing of the samba danced by the famed hustler Ze Pilintra. It participates in samba school percussion training, shows the agility of capoeira game, steps of the samba de Gafieira social projects, then goes back down the hill for a glimpse of carnival. Not only are these present stories told but also stories from the past, told by those who experienced them or heard from their elders stories of past adversities and glories. Favela Beat follows the path trodden by Rowena, who entered the dance scene then followed samba to carnival and then up the hill to the favela. It is a rare sight to see a filmmaker speak about samba de Gafieira (Brazilian ballroom dancing) as part of the greater world of samba and the favelas. Samba de Gafieira is rarely discussed in documentaries about samba and carnival. In half an hour, Favela Beat sums up the cream of Rio de Janeiro’s music and dance culture. From favela culture to outside the favela and on the dance floor.<br />I almost forgot. After the premiere there were presentations from several groups of dancers and singers who participated in the film. A “must” part. And better than me talking about the premiere is for you to see more information, photos and articles and official documentary links below.<br /><br /><br /> Rio, 17/05/2013<br />Marco Antonio Perna<br /><br />Artigo publicado na edição 69 do jornal Falando de Dança, de junho de 2013:<br /><a href="http://issuu.com/dancenews/docs/ed_69_completa_para_leitura" target="_blank" >http://issuu.com/dancenews/docs/ed_69_completa_para_leitura</a><br /><br />Favela Beat - Post do Blog Falando de Dança<br /><a href="http://falandodedanca.blogspot.com.br/2013/05/cineasta-e-dancarina-da-nova-zelandia.html" target="_blank" >http://falandodedanca.blogspot.com.br/2013/05/cineasta-e-dancarina-da-nova-zelandia.html</a><br /><br />Fotos do Dance a Dois<br /><a href="http://www.danceadois.com.br/favela-beat-filme-sessao-fechada-lancamento-brasil/" target="_blank" >http://www.danceadois.com.br/favela-beat-filme-sessao-fechada-lancamento-brasil/</a><br /><br />site oficial<br /><a href="http://www.favelabeat.com" target="_blank" >www.favelabeat.com</a><br /><br />Versão em inglês deste artigo no site do documentário Favela Beat<br /><a href="http://rowenabainesfilm.com/june-2013-article-in-a-brazilian-dance-magazine-about-favela-beat" target="_blank" >http://rowenabainesfilm.com/june-2013-article-in-a-brazilian-dance-magazine-about-favela-beat</a><br /><br />Favela Beat - Trailer<br /><a href="http://vimeo.com/54566889" target="_blank" >http://vimeo.com/54566889</a><br /><br />Favela Beat - Facebook <br /><a href="https://www.facebook.com/RowenaBainesSambaDocumentary" target="_blank" >https://www.facebook.com/RowenaBainesSambaDocumentary</a><br /><br />Favela Beat - Premiere<br /><a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.469528649791657.1073741827.282733781804479&amp;type=3" target="_blank" >https://www.facebook.com/media/set/?set=a.469528649791657.1073741827.282733781804479&amp;type=3</a><br /><br />Rowena Baines - Facebook<br /><a href="https://www.facebook.com/baines.rowena" target="_blank" >https://www.facebook.com/baines.rowena</a><br />Rowena Baines - Cineasta <br /><a href="http://rowenabainesfilm.com/" target="_blank" >http://rowenabainesfilm.com/</a><br />Rowena Baines - Fotografa<br /><a href="http://www.rowenabaines.com/" target="_blank" >http://www.rowenabaines.com/</a>]]></content>
		<id>http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry130522-232136</id>
		<issued>2013-05-23T00:00:00Z</issued>
		<modified>2013-05-23T00:00:00Z</modified>
	</entry>
	<entry>
		<title>» Os Elementos Fundamentais da nossa Dança de Salão</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry121215-105233" />
		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[Certo dia me toquei que o mundo é feito de água, terra, fogo, metal e madeira. Mas, e o ar? Não seria um dos elementos fundamentais? Na verdade esses cinco elementos pertencem a uma visão holística e em outras visões eles podem ser a terra, a água, o fogo e o ar. Tudo depende de como vemos o mundo. Um homem que enxergasse que falta o ar na primeira visão certamente morreria tentando convencer quem acredita apenas nesses cinco elementos. Um homem de visão criaria uma nova forma de ver o mundo e quem quisesse o seguiria. <br /><br />   Transportando essa ideia para a dança de salão, podemos observar que na Europa foi criado, há muito tempo atrás, um campeonato de danças de salão onde entram danças latino-americanas. Teoricamente falando, elas deveriam ser as nossas danças, mas não são. O samba, o chá-chá-chá e o tango são completamente diferentes. Aliás, o chá-chá-chá, apesar de estar nas danças latino-americanas, não existe na América Latina. Pelo menos não existia, até ser introduzido pelos próprios europeus. Para eles, suas danças são as que importam, as fundamentais. <br /><br />   Mas, se eles não têm o samba de gafieira, devemos fazer o quê? Mudar as danças fundamentais deles? Não, o que devemos fazer é criar a nossa própria visão das danças fundamentais e criar um verdadeiro modelo de campeonato de danças latino-americanas. Foi o que fizeram os lutadores quando criaram as lutas de octógono, tipo vale-tudo. Eles criaram uma nova visão de lutas e foi um sucesso de público, sem alterar os campeonatos de lutas já estabelecidas, como o boxe e o judô. O grande problema de se criar uma nova visão é arranjar seguidores, acreditar e seguir em frente. <br /><br />   Em novembro de 2012 foi noticiado que na Inglaterra fora oficializado a dança “lambazouk”. Com syllabus e toda a burocracia necessária, profissionais brasileiros radicados na Inglaterra receberam o certificado de professores habilitados. Que bacana, diriam alguns, eles estão reconhecendo nossa dança lambada zouk. Outros reclamariam que chamaram de “lambazouk”. Eu digo: ainda bem que chamaram de lambazouk e classificaram como dança brasileira. Se chamassem de zouk apenas perderíamos muito em divulgação de nossa cultura. E se chamassem de lambada todos iriam confundir com a lambada de 1990.<br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry121215-105233/entry121215-105233.jpg',1632,1224,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry121215-105233/entry121215-105233.jpg" width="400" height="300" border="0" alt="" /></a><br /><i>Vanderlei Moreira, Claudia de Vries, Yvonne Hardy e Gilson Damasco, recebendo o certificado de professores habilitados em Lambazouk, em Londres.</i><br /><br />   Entre os profissionais brasileiros habilitados na Inglaterra estão Vanderlei Moreira e Gilson Damasco, que migraram para a Europa há mais de uma década, divulgando nossas danças, como o lambazouk e o forró. Outros profissionais brasileiros estão radicados em vários países ao redor do mundo, notadamente Europa, Ásia e Oceania, prestando o mesmo serviço. Nos últimos anos diversos congressos de danças brasileiras foram realizados no exterior, especificamente de lambazouk e, às vezes, samba. O que comprova o interesse internacional em nossas danças. E que pode gerar novas oficializações de nossas danças pelo mundo.<br /><br />   Voltando à oficialização do lambazouk, reparem a tragédia anunciada: foram os INGLESES que oficializaram nossa dança, e não nós. Exatamente como fizeram com o samba e o tango nos campeonatos de ballroom dance e dancesport, décadas atrás. Daqui a pouco eles oficializam o samba de gafieira e sabe-se lá mais que dança. Criam, então, outro campeonato - e ficamos a ver navios.<br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry121215-105233/image04.png',956,427,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry121215-105233/image04.png" width="400" height="179" border="0" alt="" /></a><br /><i>O anúncio acima de um congresso já realizado em Roma, mostra o zouk, o samba e o lambazouk.</i><br /><br />   É imperativo que a classe se mobilize e crie um padrão para nossas principais danças. Syllabus, regras e o que mais for necessário para a criação de campeonatos e homogeneização das aulas das academias, que hoje ensinam passos iguais com nomes diferentes, entre outros problemas. Em 2001 já foi dado um primeiro passo com a escolha dos passos fundamentais do samba de gafieira. Essa lista está em meu livro “Samba de Gafieira – a história da dança de salão brasileira”, disponível em <a href="http://www.dancadesalao.com/loja." target="_blank" >www.dancadesalao.com/loja.</a><br /><br /><a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry121215-105233/image03.png',720,400,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry121215-105233/image03.png" width="400" height="222" border="0" alt="" /></a><br /><i>O anúncio de um congresso de zouk realizado em 2011, em Praga</i>.<br /><br />Em um verdadeiro campeonato latino-americano entraria, por exemplo, o samba de gafieira, o tango argentino, o lambazouk, a salsa e alguma modalidade de forró.<br /><br />Rio de Janeiro, dezembro de 2012<br />Marco Antonio Perna<br /><br />Publicado na edição 64 do jornal Falando de Dança, de janeiro de 2012.<br /><a href="http://issuu.com/dancenews/docs/ed_64_completa_para_leitura/05" target="_blank" >http://issuu.com/dancenews/docs/ed_64_completa_para_leitura/05</a>]]></content>
		<id>http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry121215-105233</id>
		<issued>2012-12-15T00:00:00Z</issued>
		<modified>2012-12-15T00:00:00Z</modified>
	</entry>
	<entry>
		<title>» A Time For Dancing - O tempo certo para dançar</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry120925-150427" />
		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[<a href="javascript:openpopup('http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry120925-150427/entry120925-150427.jpg',353,500,false);"><img src="http://www.pluhma.com/blog/anexos/entry120925-150427/entry120925-150427.jpg" width="200" height="283" border="0" alt="" id="img_float_left" /></a>Lançado em 2002, só em 2012 assisti na versão em inglês sem legendas. Não consegui achar legendas nem em inglês. Acredito que não tenha sido lançado no Brasil. Já assisti inúmeros filmes de dança e filmes de outras áreas com temática parecida. Ou seja, poderia-se trocar o tema “dança” que a história fluiria perfeitamente. Porém, para quem pratica dança, ver um filme sobre dança parece mexer com algo internamente de uma maneira que não ocorreria se o tema fosse outro com a mesma história. A entrega do dançarino é tão grande que faz com que fiquem mais reflexivos com qualquer coisa sobre o tema.<br /><br />No excelente filme “Center Stage” vemos a destruição que devasta uma dançarina que é extremamente talentosa, está no lugar certo, na hora certa, com tudo encaminhado para tornar-se uma estrela, mas o que menos ela quer é ser bailarina. Vemos também a linda menina que não se encaixa nos padrões técnicos do American Ballet e entende que pode sim ser uma estrela de primeira grandeza, mas somente se mudar de estilo de dança, pois seu talento não é para o ballet que ela tanto amava e sim para o jazz. Existia também a bailarina acima do peso e a superalta que tiveram que entender que não tinham o físico adequado para o ballet profissional.<br /><br />Em “O tempo certo para dançar” todas esses exemplos de superação ou escolha de caminhos perdem o sentido, pois a protagonista é extremamente talentosa (Jules, a personagem), está no lugar certo, na hora certa e quer ser uma grande bailarina. Não tem que superar preconceitos, não está tentando agradar nem provar nada a ninguém. Todos gostam dela e não tem inimigos. Tem o corpo perfeito para a dança, e é bonita. Ou seja, nada para impedir o sucesso iminente, a não ser o destino. Muitas vezes fatores externos nos fazem escolher caminhos diferentes e mesmo desistir de sonhos. Mas no caso de Jules o fator é interno o que a faz perceber que tudo na vida tem seu tempo e que não podemos sempre ter o controle, mas devemos sempre encarar esses momentos tentando ser o mais feliz possível, fazendo o que pertencer a esse momento da melhor maneira possível.<br /><br />Alguns não acreditam em sorte, azar e nem destino. De certa maneira, realmente, nós fazemos nossa sorte, pois sem jogar na loteria fica bem difícil de ganhar (mas sempre podemos achar um bilhete premiado no chão). Na vida temos que nos empenhar, procurar desenvolver nossos talentos, estar atentos às oportunidades que surgem e mudar o rumo quando necessário. Mas, mesmo fazendo tudo de maneira perfeita e exemplar sempre existe o imponderável. <br /><br />Lembro de uma notícia algum tempo atrás de um jovem de comunidade pobre, inteligente, educado, com mãe catadora de latas e que com muito esforço, dedicação e talento, estava para se formar em primeiro lugar na turma e já tinha sido objeto de reportagem um ano antes por seu exemplo de vida e que de repente levou uma bala de um assaltante morrendo na hora, mesmo não reagindo. Você pode não acreditar em sorte, mas o que esse rapaz teve no final foi muito azar. Já no tempo de vida que estava reservado a ele, a felicidade e tudo o mais não foi sorte, e sim esforço e dedicação.<br /><br />Fico feliz em notar que meu tempo de assistir filmes de dança não passou e que só depende de lançarem sempre bons filmes como esse. Filmes para rir, chorar, pensar, odiar, mas principalmente, bons filmes para assistir.<br /><br />Se você não chegou a conclusão alguma ao ler minha crítica e acha que falei de tudo menos do filme. Veja e reflita você mesmo.<br />E sempre tenha em mente que tudo na vida tem seu tempo...<br /><br />Rio de Janeiro, 2012<br />Marco Antonio Perna<br /><br />Postado no yahoogrupos.com.br em 25/05/2013<br /><a href="http://br.groups.yahoo.com/group/agdance/message/7725" target="_blank" >http://br.groups.yahoo.com/group/agdance/message/7725</a><br /><br />IMDB<br /><a href="http://www.imdb.com/title/tt0242953/" target="_blank" >http://www.imdb.com/title/tt0242953/</a><br /><br />Sinopse: Desde sua primeira aula de dança aos seis anos que Sammy e Jules são amigas. Sammy adora dançar, mas Jules tem verdadeira paixão pela dança e busca realizar seu sonho de estudar em Julliard. Nenhum obstáculo pode impedi-la de alcançar seu objetivo. Quando tudo se encaminha perfeitamente, uma notícia inesperada muda completamente seu Norte. Mesmo diante de um futuro incerto, Jules segue em frente ainda com maior empenho e determinação.]]></content>
		<id>http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry120925-150427</id>
		<issued>2012-09-25T00:00:00Z</issued>
		<modified>2012-09-25T00:00:00Z</modified>
	</entry>
	<entry>
		<title>» Street Dance 2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry120814-213928" />
		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[ <a href="javascript:openpopup('https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/388015_309563919141132_1450706057_n.jpg',800,600,false);"><img src="https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/388015_309563919141132_1450706057_n.jpg" border="0" alt="" /></a>    Nessa sequencia do primeiro filme novamente é seguida a fórmula de misturar um estilo de dança com street dance. No primeiro foi o Ballet, no segundo é a Salsa (aquele ritmo démodé). Essa mistura deixa a série com uma ótima sobrevida. Afinal, já vimos em outras séries de filmes (ou filmes únicos) o encontro entre street dance e ballet ou mesmo dança contemporânea. Mas nunca a fusão como nessa série. O curioso é que a protagonista usa tango para ensinar a se dançar com paixão. Será que eles acham necessário ou foi só para incluir mais uma dança ? Lembro de uma salsa dançada por Rogerio Mendonza de Sampaio e Daniela Escudero T em um baile da antiga filial do Jaime Arôxa Curso na Barra da Tijuca. Foi num canto do baile, fora da pista. Ninguém os observava ostensivamente. Estavam despreocupados. Nunca vi uma apresentação de qualquer coisa tão, tão... Enfim, era Salsa com paixão.<br />Voltando ao filme posso dizer que vale a pena ver. Boas apresentações, apesar de nada especial para quem já viu diversos filmes do gênero, mas bastante agradáveis. Como lição apenas o de não ser aquela pessoa que desiste na última hora. Gostei de ver a figura do &quot;manager&quot; ou produtor tendo a devida importância. Dançarinos, coreógrafos, &quot;coaches&quot; (ou mesmo professores) sempre foram prestigiados. Não lembro de nenhum outro filme de dança a dar valor ao &quot;manager&quot;. Nota ? Só tenho 3 notas, A (com adjetivos), B (com adjetivos) e C... Posso dar um B com louvor para não dar um A por favor!<br />Que venha o terceiro com o ritmo da moda: LambadaZouk.<br /><br />Marco Antonio Perna - 14/08/2012<br /><br />Nome Original: StreetDance 2<br />Direção: Max Giwa, Dania Pasquini<br />Lançamento: 2012<br />Duração: 85 Minutos<br />Sinopse: Para vencer o melhor grupo de dança do mundo, o dançarino da rua Ash (Falk Hentshel), juntamente com o seu novo amigo Eddie (George Sampson), parte à procura dos melhores dançarinos de rua de toda a Europa, apaixonando-se em Paris por uma bela bailarina de salsa, Eva (Sofia Boutella).]]></content>
		<id>http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry120814-213928</id>
		<issued>2012-08-15T00:00:00Z</issued>
		<modified>2012-08-15T00:00:00Z</modified>
	</entry>
	<entry>
		<title>» Frase do dia no Faustão de 01/07/2012: Em Foxtrote pode qualquer pegada.</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry120701-213816" />
		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[Acho a frase completamente infeliz. Claro que vendo o Leandro Azevedo e a Stefany Brito eu poderia concordar, mas logo me lembro do cabide e da panqueca, que mesmo com Chocolate seria um exagero no Foxtrote. Aliás, o Leandro repetiu diversos passos que Fred e Ginger eternizaram nas telas e mesmo a pegada mais exagerada caiu bem. Estão de parabéns. Ou seja, qualquer pegada definitivamente não. A frase infeliz obviamente foi do jurado técnico.<br /> <br />Eu cresci vendo Fred Astaire na Sessão da Tarde e comecei a dançar em academia em 1993. Fiz Jaime e João. Muitos dos passos de bolero atuais foram inspirados em filmes de Fred Astaire que Jaime Arôxa pesquisava quando começou a dar aula. Mas, mesmo assim eu não me sentiria a vontade em ser júri técnico de Foxtrote. Júri técnico só encararia em Samba de Gafieira, Bolero, Soltinho, Forró, Lambada-zouk, tango e valsa. Salsa não, por não ser fã e não conhecer bem todas as variantes. Nem é necessário dançar bem para ser júri técnico, tem é que saber realmente os passos e a essência da dança. Foxtrote nem pensar em julgar, pois acho que teria que saber o que realmente é, conheço uns passos, dançaria num salão, mas não conseguiria dizer se todos os passos mostrados no faustão hoje são ou não do Foxtrote. Acho essencial saber realmente o que é, no momento em que essa dança não existe em nossos salões para que não se perca a identidade dela. É uma dança que atualmente no Brasil se mistura com nosso Bolero, o que faz com que não seja uma dança de salão boa para se colocar numa competição que também tem bolero. Primeiro porque ninguém vai encontrar bailes e academias com ela. Não vai trazer benefício de aumento de aulas. Segundo e principalmente porque para o leigo completo não vai ter diferença para o bolero e confundir mais ainda.<br /> <br />Falando em Chama na dança. A colocação da jurada técnica Fernanda de que se equivale a dificuldade de aprendizado e apresentação entre os sexos é uma tecla batida e repetida, acho até que ela já falou isso antes. Não estou discordando por ser homem e ter tido muita dificuldade. Eu tendo me colocado como observador desde 1993, o que eu vi foram mulheres crescendo rapidamente na dança em muito maior quantidade percentual que os homens. Um cavalheiro sem ritmo não tem dama normal que coloque no ritmo. Já uma dama sem ritmo é colocada no ritmo por um cavalheiro normal. Um cavalheiro que não sabe conduzir não vai fazer nada no salão. Uma dama que não conheça passos vai ser induzida a faze-los por um cavalheiro normal. Por outro lado acredito que seja equivalente a dificuldade entre bailarinos (ballet, jazz, dança moderna etc), pois cada um aprende a bailar e não tem condução masculina como no salão de baile.<br /> <br />Eu não colocaria Foxtrote na dança dos famosos. Uma dança indiana ou paso doble não vejo problema por não confundirem a cabeça das pessoas como a comparação de bolero e foxtrote que falei acima. E apesar de não trazer benefício direto para as nossas academias, serve de entretenimento sem gerar confusões.<br /> <br />Nota 5 para o júri técnico. Julgo eles e não os famosos.<br /> <br />Rio, 01/07/2012<br />Marco Antonio Perna]]></content>
		<id>http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry120701-213816</id>
		<issued>2012-07-02T00:00:00Z</issued>
		<modified>2012-07-02T00:00:00Z</modified>
	</entry>
	<entry>
		<title>» Bolero Tem Poucos Passos !!!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry120624-234117" />
		<content type="text/html" mode="escaped"><![CDATA[<br />Foi isso que falou o jurado técnico Ciro Barcelos na Dança dos Famosos de 24/06/2012. Tá, eu sei, não se pode leva-los a sério e nem adianta ficar reclamando. Mas se eu não reclamar vai ser menos uma voz tentando consertar as barbaridades que os jurados técnicos dizem. Querer que o Faustão pare de falar besteira ou que o júri artístico saiba o que é Dança de Salão é impossível. Mas tentar conscientizar o júri técnico que eles só pagam mico quando abrem a boca é meu dever. <br />O Ciro até falou direitinho das raízes ancestrais do bolero, mas o parentesco é distante e nem é necessário ficar falando nessa história porque não acrescenta muita coisa. A história recente (últimos 30 ou 40 anos) do bolero no Brasil é bem mais complexa. Falar do &quot;dois pra lá, dois pra cá&quot;, atualmente é estar desatualizado. <br />Falar que tem poucos passos, aí sim é demonstrar total desconhecimento de nossa dança. Incompetência como profissional de dança e como jurado técnico.<br />E a outra jurada técnica, a Hulda, não precisava ficar insistindo também nos olhares sensuais de cumplicidade no bolero. Esses olhares são mais para show e em um salão são raros. O famosos dançantes não tem capacidade para aprender toscamente a conduzir, dançar uma coreografia e ainda dar olhares sensuais. Claro que quem pagou o pato foi o Péricles justamente porque não é ator. Os atores se preocupam com essas coisas e tem bastante facilidade, as pessoas normais iniciantes primeiro se preocupam em dançar e tem muita dificuldade em encarar o parceiro.<br />Não cheguei a ver o Júlio Rocha dançando, mas do que vi dos outros três fiquei bastante satisfeito. Eles dançaram o verdadeiro bolero carioca. Fizeram vários passos que existem mesmo e com bastante deslocamento. Falar que o Kadu Moliterno dançou com dificuldade é maldade, pois o Péricles levou vantagem no quesito &quot;coitado porque é gordo&quot; (eu mesmo achei que ele mandou bem) e o Kadu desvantagem pois cara bem apessoado (homem não acha homem bonito... hehehe) não precisa de pena. O garoto Simas claramente tem talento nato ou está escondendo o jogo e já dançava antes. <br /><br /> O Kadu ainda tem o azar de apesar de ter 60 anos não levar vantagem no quesito terceira idade. Afinal, quem acha que ele tem cara de velho ? Se bem que essa falta de vantagem é muito benvinda...<br /><br />Também não posso falar dos olhares sensuais porque assisti em um celular com TV digital (tela pequena), e não acho que deva ser fator decisivo já que tem 3 atores e um não ator que leva desvantagem.<br />De novo nota zero pro júri técnico...<br /><br />Rio, 24/06/2012<br />Marco Antonio Perna<br /><br /><a href="https://www.facebook.com/marco.antonio.perna/posts/4215809318617?comment_id=5106173&amp;notif_t=like" target="_blank" >https://www.facebook.com/marco.antonio.perna/posts/4215809318617?comment_id=5106173&amp;notif_t=like</a><br /><br />]]></content>
		<id>http://www.pluhma.com:443/blog/index.php?entry=entry120624-234117</id>
		<issued>2012-06-25T00:00:00Z</issued>
		<modified>2012-06-25T00:00:00Z</modified>
	</entry>
</feed>
